quinta-feira, abril 21, 2011

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                 Guaicaipuro Cautemóc

Há um certo tempo estou para postar este vídeo, mas sempre me faltou uma última palavra, pois, o que dizer? O documento em si já diz tudo. Porém assistindo novamente esta narrativa me veio em mente como dar minha singela participação. Gostaria de complementar que esta dívida não diz respeito só ao Europeus, mas também a este País que tanto nos tira em impostos, dívida deste Senado podre e desta câmara medonha que aumenta seus próprios salários enquanto nossas famílias morrem em frente a hospitais e dentro das escolas(nossa "grande novidade"). É do palácio de Brasília que devemos cobrar sua dívida interna, e dos Europeus sua dívida externa, Não sei ao certo se foi realmente o índio o autor deste texto, mas no final o que importa realmente é seu compromisso com a verdade dos fatos. Incontestável. Vocês citados acima nos devem muito e um dia tenho esperança de vê-los pagarem esta bagatela!

"Fala do índio mexicano Guaicaipuro Cautémoc diante de uma platéia de autoridades Européias por ocasião das comemorações dos quinhentos anos de descoberta da América:
Por Guaicaipuro Cautemóc 21/12/2004 às 01:21  (da dívida externa)

Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar. 
"A verdadeira dívida externa." - fala do cacique Guaicaipuro Cautémoc numa reunião com chefes de estado da Comunidade Européia.

Eu, Guaicaipuro Cautémoc, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, vim aqui encontrar os que nos encontraram há apenas 500 anos.
O irmão advogado europeu me explica que aqui toda dívida deve ser paga, ainda que para isso se tenha que vender seres humanos ou países inteiros.
Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar. Consta no arquivo das índias ocidentais que entre os anos de 1503 e 1660, chegaram à europa 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata vindos da minha terra!... Teria sido um saque? Não acredito. Seria pensar que os irmãos cristãos faltaram a seu sétimo mandamento.
Genocídio?... Não. Eu jamais pensaria que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão.
Espoliação?... Seria o mesmo que dizer que o capitalismo deslanchou graças à inundação da europa pelos metais preciosos arrancados de minha terra!
Vamos considerar que esse ouro e essa prata foram o primeiro de muitos empréstimos amigáveis que fizemos à europa. Achar que não foi isso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que me daria o direito de exigir a devolução dos metais e a cobrar indenização por danos e perdas.
Prefiro crer que nós, índios, fizemos um empréstimo a vocês, europeus.
Ao comemorar o quinto centenário desse empréstimo, nos perguntamos se vocês usaram racional e responsavelmente os fundos que lhes adiantamos. Lamentamos dizer que não.
Vocês dilapidaram esse dinheiro em armadas invencíveis, terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo. e acabaram ocupados pelas tropas da OTAN.
Vocês foram incapazes de acabar com o capital e deixar de depender das matérias primas e da energia barata que arrancam do terceiro mundo.
Esse quadro deplorável corrobora a afirmação de milton friedmann, segundo o qual uma economia não pode depender de subsídios.
Por isso, meus senhores da europa, eu, guaicaipuro cautémoc, me sinto obrigado a cobrar o empréstimo que tão generosamente lhes concedemos há 500 anos. E os juros.
É para seu próprio bem.
Não, não vamos cobrar de vocês as taxas de 20 a 30 por cento de juros que vocês impõem ao terceiro mundo.
Queremos apenas a devolução dos metais preciosos, mais 10 por cento sobre 500 anos.
Lamento dizer, mas a dívida européia para conosco, índios, pesa mais que o planeta terra!... E vejam que calculamos isso em ouro e prata. Não consideramos o sangue derramado de nossos ancestrais!
Sei que vocês não têm esse dinheiro, porque não souberam gerar riquezas com nosso generoso empréstimo.
Mas há sempre uma saída: entreguem-nos a europa inteira, como primeira prestação de sua dívida histórica."